Hora de acender a chama

A busca pela nova literatura não é fácil. Ao procurar em grandes livrarias, você até encontra um ou outro título, mas quem busca pela diversidade, deve ir mais a fundo. Em Belo Horizonte, por exemplo, é na mesa do bar onde os novos (e, em sua grande maioria, jovens) escritores buscam reconhecimento. Tímidos ou extrovertidos, eles se apresentam, mostram sua obra, invariavelmente uma brochura impressa em preto e branco, e oferecem seu trabalho por preços módicos.

Esses volumes de poesias, literatura e quadrinhos, apresentados em pequenos impressos que encantam com seu acabamento apressado, mas delicadamente cuidadoso, são um retrato do tempo em que vivemos. Na era do excesso de informação, quem tem algo a dizer se esforça para embalar seu trabalho de forma que chame a atenção do mundo – e falha terrivelmente ao tentar emplacar seu pacote de ideias a um público que saiu de casa para se livrar das amarras do pensamento linear com a ajuda do álcool.

Mas que outra opção têm as novas vozes?

A publicação em blogs, uma ideia considerada nada menos do que genial no início dos anos 2000, é garantia de obscuridade. Outras opções no meio virtual, como Tumblr ou Medium, simplesmente não oferecem a legitimidade ou visibilidade que o novo escritor precisa. E a forma milenar de divulgar novas ideias, a editora tradicional, não parece estar muito interessada no novo. Enquanto os novos escritores investem na criatividade ao divulgar seu trabalho, as velhas editoras evitam inovar e concentram seus esforços em livros antigos, clássicos ou não, que já se garantiram no mercado.

Agora, imagine a diferença que o batalhão de novos escritores não faria na nossa vida se lhes fosse dada a chance? Quantas grandes histórias não estão guardadas nas gavetas de autores de todo o Brasil esperando a chance de marcar o país?

Como resolver esse problema? É chegada a hora de acender a chama.

2 comentários em “Hora de acender a chama

  1. Bem de acordo com a realidade enfrentada pelos novos autores brasileiros. Só não concordo com o ponto em que se fala que blogs ou plataformas como Medium e Tumblr não funcionam como pontos de divulgação desses autores. Pelo contrário, o que eu vejo um movimento em torno dessas mídias, que se não servem como principal fonte de reconhecimento, ao menos são o trampolim essencial para muitas dessas pessoas.

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